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Não ache que algo está sendo feito, tenha certeza!

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O ano de 2016 foi muito frutífero e movimentado para o rock autoral baiano. Este exato momento em que você está começando a ler este texto, talvez seja o momento mais adequado para se ter um bom retrospecto do que ocorreu nos últimos doze meses da cena local no que se refere a sua manifestação por aqui. Muita ação foi investida em prol do cenário roqueiro baiano e isso foi importante de tal maneira que abriu boas possibilidades nesse sentido para este 2017.

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É claro que muito trabalho independente (cd, ep, single) foi lançado por bandas e artistas locais neste período, mas os festivais que aconteceram por aqui tiveram um impacto diferente e significativo sobre a cena, e mostraram um ótimo poder de alcance que beneficiou todas as partes envolvidas (público, bandas, produtores e casas de shows). A quantidade de eventos foi vasta e ajudou a manter quente a música rock por aqui.

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Ainda no início do ano, o tradicional Palco do Rock, que acontece em todos os dias do carnaval baiano, marcou a sua presença no calendário roqueiro daqui trazendo uma grande quantidade de bandas de diferentes vertentes do gênero na sua grade. Sempre com um bom número de público, o PDR é destino certo para apreciadores dessa música há mais de duas décadas. Durante todas as terças do ano, ocorre também o Quanto Vale o Show?, evento no qual tocam sempre duas bandas por noite, sejam elas novas ou rodadas. Aqui, o valor do espetáculo é definido pelo espectador, que paga o quanto achar que deve pagar pelo que assistiu e é também uma ótima forma de encontrar o rock acontecendo na cidade bem no início da semana. Em sua oitava edição, o Festival Big Bands marcou sua presença trazendo novamente um line up que consegue captar muito bem o que acontece de melhor no rock local, de fora do estado e de fora do país. Foram três datas com um forte e interessante caráter colaborativo (onde a organização convidou novos produtores para realizar o evento), e com cada noite tendo um perfil diferenciado entre si, além de alcançar as cidades de Feira de Santana e Alagoinhas.

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O Soterorock Sessions surgiu com uma proposta trimestral na qual veio a escalar bandas novatas e veteranas da cena, visando o contato entre ambas, dando abertura de oportunidades para as primeiras e ajudando a fortalecer a presença das segundas no meio, gerando troca de experiências e servindo como ponte para o Festival Soterorock. Este, ocorreu ao longo de um pouco mais de um mês, em sete datas, passando por três casas de shows distintas e abrangendo vinte e quatro bandas da capital e do interior, que realizaram apresentações memoráveis em cada noite. O Projeto Rockambo teve destaque com edições mensais, onde, como o nome sugere, a troca de vivências musicais daria o tom das noites da festa. Quando ocorrido na capital, um grupo do interior marca a sua presença no som e, acontecendo além das fronteiras soteropolitanas, a situação se inverte e um conjunto de Salvador alcança novos ares. Audiência e bandas aproveitam bastante esse intercâmbio sonoro, que é sempre uma ótima oportunidade para saber o que acontece na Bahia quando assunto é o bom e velho rock.

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Também com uma frequência mensal, o NHL Festival se faz presente sempre com o que há de interessante na cena. Sempre com uma escalação de bandas diversa, o evento está bastante antenado com o que tem surgido de novo por aqui e em outros estados, sem se esquecer de que atua há mais tempo na estrada. Essa postura traz uma mescla de grupos de diferentes vertentes e enriquece a noite em sonoridade. O Supernada Festival segue a linha do NHL Festival, porém com uma edição anual. Em seu primeiro ano, montou um line up com bandas locais, do sudoeste e do sul do país, todas com boa ascensão pelo cenário alternativo brasileiro, distribuído em duas datas. O Festival Radioca também figurou no cenário local com a sua segunda edição tendo uma característica diversa, ao mesmo tempo abrindo espaço para o rock, para a MPB e vários estilos musicais distintos, com artistas de boa projeção nacional. O Noites Radioca é um evento de frequência semestral e que é um ótimo indicativo do que está por vir na edição principal, sempre trazendo ótimos nomes da cena brasileira com trabalhos recém lançados.

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Estes foram alguns dos festivais que ocorreram por aqui no ano passado. É óbvio que aconteceram outras ações desse tipo pelo território baiano, cada um com o seu valor, proposta e significado, mas estes fizeram uma boa frente nesta empreitada e uma grande diferença para o cenário daqui. A importância dessas iniciativas deu gás a cena e mostrou o quanto existe gente disposta a fazer a coisa acontecer, marcando o bom momento no qual o rock autoral se encontra na Bahia e sinalizando boas direções para este ano. Tão certo assim que já aconteceu agora em janeiro, em Salvador (depois de quase seis anos sem passar por aqui), mais uma edição do Festival No Ar Coquetel Molotov. As pedras que rolam não criam limo, esteja certo disso!

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Sobre Leonardo Cima

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É formado em administração e também colabora no site Portal Soterorock. Ainda mantêm o velho habito do século passado de comprar cd e livro, além de achar bom ir a cada dois meses para a Fonte Nova.

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